De uma forma livre e poética, Oswaldo
Montenegro em sua música "Quebra cabeça sem luz",
traduz esplendidamente a idéia que gostaríamos de propagar.
Observamos todos
nós, comportamentos hipócritas que insistem em se alastrar na sociedade em
pontos de vista cada dia mais diverso.
Reclamamos da
política, que não presta, que só tem corrupto e que todos são iguais. Mas,
não lembramos sequer em quem votamos para Deputado Estadual na ultima eleição e
quando alguém quer falar sobre política conosco achamos tedioso e
mudamos de assunto para o BBB.
Reclamamos das
enchentes, mas, nos desfazemos de nossos cacarecos inúteis em vias públicas com
maior cara de pau.
Reclamamos da
falta de segurança, mas, nos sentimos invadidos na primeira blitz em que a
policia nos para.
Reclamamos do
crescimento do tráfico, mas, permitimos o consumo social de um cigarrinho de
maconha.
Reclamamos de
nosso peso, mas, não seguimos a dieta a risca nem frequentamos a academia.
Vivemos em uma época
hedonista e esquizofrênica, que as manifestações se proliferam para protestar,
mas, os movimentos reais de construção (ou reconstrução) de alternativas para
um mundo melhor morrem de inanição ou meia dúzia de gatos pingados lutam para
manter.
Precisamos urgentemente repensar nossa
participação real na manutenção desta sociedade, escolhendo nossas bandeiras e
nos comprometendo realmente com os objetivos que estamos propondo.
A adoção de comportamento de retidão, ou
mesmo se preferir, use só “papo reto”, é uma necessidade para o mundo em que
vivemos, sob pena de esgarçarmos até a ruptura nosso frágil tecido social.
(Oswaldo Montenegro)
É na clareza
da mente
Que explode a procura de um novo processo
E o que é meu direito eu exijo e não peço
Com a intensidade de quem quer viver
E optar: ir ou não por ali
A nossa primeira antena é a palavra
Que amplia a verdade que assusta
E a gente repete que quer mais não busca
E de um modo abstrato se ilude que fez
Que explode a procura de um novo processo
E o que é meu direito eu exijo e não peço
Com a intensidade de quem quer viver
E optar: ir ou não por ali
A nossa primeira antena é a palavra
Que amplia a verdade que assusta
E a gente repete que quer mais não busca
E de um modo abstrato se ilude que fez
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