Em meio a tanta turbulência na política devido as crises da Petrobras
e da precariedade da infra estrutura do abastecimento de água, cabe uma
observação sobre uma evolução que têm ocorrido em relativo silencio.
Sem nos aprofundarmos na avaliação das competências e atribuições
dos Tribunais de Contas e Ministério Público, já que em muitos momentos
ultrapassam seus limites de atuação e invadem a área definida ao executivo.
Esses órgãos juntamente com a crescente da exigência qualificada
da população estimulada por uma imprensa cada vez mais feroz nas cobranças
compõem um cenário interessante para a Gestão Executiva (Municipal, Estadual e
Federal).
Hoje um dirigente já se vê obrigado a apresentar em cartório seu Plano
de Governo à Justiça Eleitoral, mesmo que ainda não haja nenhuma sanção, essa exigência
aponta para o cuidado necessário aos compromissos que se faz durante o período
de campanha.
Logo no inicio do mandato o dirigente e sua equipe precisam
traduzir esse Plano de Governo em um instrumento de viabilidade orçamentária o
PPA e seus planos operativos LOA e LDO que hoje são fiscalizados pela sua
execução orçamentária, porem, já existe exigências tanto do Tribunal de Contas
como no MP sobre indicadores de eficiência que se propõem a verificar não
apenas a realização orçamentária e financeira, mas também se o resultado proposto
foi alcançado.
Devemos observar as capacidades governamentais instaladas nas
gestões. Atualmente a grande maioria dos governos sequer se atentou para a
resposta que deverão fornecer e não possui sequer sistemas que os possibilitem
atender a essas novas exigências.
Urgem a necessidade de compreensão de sistemas diretivos e de
monitoramento confiáveis. Cabe lembrar que isso ocorre exatamente quando o
Governo do Estado de São Paulo fecha duas instituições que ofertam exatamente
as ferramentas que se precisa para o momento, a Fundação do Desenvolvimento
Administrativo (Fundap), a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados
(Seade) e o Centro de Pesquisas de Administração Municipal (Cepam), que serão
unificadas, esperamos que se mantenha a oferta de assessoria que os frágeis municípios
irão precisar.
Mas, nem tudo é tenebroso no futuro. Em Campinas está se organizando
o processo de certificação, exatamente nos moldes que se faz importante para o
momento, pela empresa Strategia Consultores representantes do capital
intelectual de Carlos Matus (Fundação Altadir – Chile) que se propõem a
evolução das organizações públicas pela adoção das Ciências & Técnicas de
Governo, oferecendo um arcabouço de conhecimentos que possibilitam a construção
prudente de Planos Estratégicos e sua comunicação com a lógica tática e
operacional, oferecendo assim mecanismos de longo prazo e sua aferição no
executado.
Cabe agora aos dirigentes buscarem as qualificações necessárias,
pois quem não se preparar será sacudido pela onda do futuro.
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