segunda-feira, 2 de março de 2015

Previsão de mar revolto para Governos

Em meio a tanta turbulência na política devido as crises da Petrobras e da precariedade da infra estrutura do abastecimento de água, cabe uma observação sobre uma evolução que têm ocorrido em relativo silencio.
Sem nos aprofundarmos na avaliação das competências e atribuições dos Tribunais de Contas e Ministério Público, já que em muitos momentos ultrapassam seus limites de atuação e invadem a área definida ao executivo.
Esses órgãos juntamente com a crescente da exigência qualificada da população estimulada por uma imprensa cada vez mais feroz nas cobranças compõem um cenário interessante para a Gestão Executiva (Municipal, Estadual e Federal).
Hoje um dirigente já se vê obrigado a apresentar em cartório seu Plano de Governo à Justiça Eleitoral, mesmo que ainda não haja nenhuma sanção, essa exigência aponta para o cuidado necessário aos compromissos que se faz durante o período de campanha.
Logo no inicio do mandato o dirigente e sua equipe precisam traduzir esse Plano de Governo em um instrumento de viabilidade orçamentária o PPA e seus planos operativos LOA e LDO que hoje são fiscalizados pela sua execução orçamentária, porem, já existe exigências tanto do Tribunal de Contas como no MP sobre indicadores de eficiência que se propõem a verificar não apenas a realização orçamentária e financeira, mas também se o resultado proposto foi alcançado.
Devemos observar as capacidades governamentais instaladas nas gestões. Atualmente a grande maioria dos governos sequer se atentou para a resposta que deverão fornecer e não possui sequer sistemas que os possibilitem atender a essas novas exigências.
Urgem a necessidade de compreensão de sistemas diretivos e de monitoramento confiáveis. Cabe lembrar que isso ocorre exatamente quando o Governo do Estado de São Paulo fecha duas instituições que ofertam exatamente as ferramentas que se precisa para o momento, a Fundação do Desenvolvimento Administrativo (Fundap), a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e o Centro de Pesquisas de Administração Municipal (Cepam), que serão unificadas, esperamos que se mantenha a oferta de assessoria que os frágeis municípios irão precisar.
Mas, nem tudo é tenebroso no futuro. Em Campinas está se organizando o processo de certificação, exatamente nos moldes que se faz importante para o momento, pela empresa Strategia Consultores representantes do capital intelectual de Carlos Matus (Fundação Altadir – Chile) que se propõem a evolução das organizações públicas pela adoção das Ciências & Técnicas de Governo, oferecendo um arcabouço de conhecimentos que possibilitam a construção prudente de Planos Estratégicos e sua comunicação com a lógica tática e operacional, oferecendo assim mecanismos de longo prazo e sua aferição no executado.


Cabe agora aos dirigentes buscarem as qualificações necessárias, pois quem não se preparar será sacudido pela onda do futuro.

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